Defensoria Pública fortalece liberdade religiosa e combate à intolerância em encontro no Jardim Nhanhá

 

Reuniao Intolerancia dr. Marcelo 1Roda de conversa realizada com participação de comunidade religiosa. (Foto: Vitor Ilis)

 

Texto: Vitor Ilis

 

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul participou, nesta quarta-feira (21), de um encontro voltado ao fortalecimento da liberdade religiosa e do respeito à diversidade de crenças. O evento ocorreu no Terreiro Sazala, no bairro Jardim Nhanhá, em Campo Grande, em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

A instituição teve como representante o coordenador do Núcleo da Família (Nufam), defensor público Marcelo Marinho. A iniciativa promoveu um espaço de diálogo sobre a proteção de direitos e o papel das comunidades tradicionais de matriz africana.

A programação incluiu painéis sobre a liderança das Yalorixás, o envelhecimento no Axé, o acolhimento da comunidade LGBTQIA+ em espaços religiosos e políticas públicas de igualdade racial.

Durante o debate, a Defensoria Pública alertou para o aumento dos casos de ódio motivados por crença, muitas vezes amplificados pelo uso indevido das redes sociais.

 

Reuniao Intolerancia dr. Marcelo 3Coordenador do Nufam, defensor Marcelo Marinho durante participação na agenda. (Foto: Vitor Ilis)

 

O defensor público Marcelo Marinho relembrou o histórico de ataques contra terreiros no Brasil e destacou que a busca por engajamento digital tem agravado as agressões contra religiões de matriz africana.

Um dos pontos críticos discutidos no encontro foi a ocorrência de episódios de racismo e intolerância dentro do ambiente escolar. Relatos de participantes apontaram que profissionais da educação, em alguns casos, praticam atos discriminatórios contra alunos, o que exige uma resposta imediata dos órgãos de proteção.

“A Defensoria Pública tem por missão proporcionar o acesso à Justiça e a proteção dos direitos humanos. Por isso, a instituição mantém as portas abertas para atender as vítimas e promover ações educativas. Um dos caminhos para combater todas as formas de intolerância é a educação. Relatos de atos de racismo e discriminação no ambiente escolar, por parte de profissionais, preocupam e exigem enfrentamento imediato”, afirmou o coordenador do Nufam.

 

Reuniao Intolerancia dr. Marcelo 2Evento foi coordenado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção de Igualdade Racial. (Foto: Vitor Ilis)

Defensoria Pública-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul

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