Primeira edição do projeto, realizado na região do Nova Lima, em março de 2025. (Foto: Matheus Teixeira)
Texto: Vitor Ilis
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul encerrou o ciclo de 2025 do projeto “Defensoria nos Bairros” com o registro de 681 assistências diretas à população de Campo Grande.
A gestão das atividades coube à Coordenadoria de Projetos e Convênios.
Conforme a gestora da coordenadoria, defensora pública de Segunda Instância Renata Gomes Bernardes Leal, a iniciativa percorreu regiões de vulnerabilidade social para facilitar o acesso à justiça e romper barreiras econômicas de deslocamento até as unidades centrais da instituição.
Gestora de Projetos e Convênios, Renata Gomes Bernardes Leal em atendimento na edição realizada no bairro Los Angeles. (Foto: Guilherme Henri)
As ações utilizaram a estrutura da Van dos Direitos e ocorreram em sábados alternados ao longo do ano.
O projeto atendeu moradores dos bairros Nova Lima, Los Angeles, Noroeste, Caiobá, Lageado e Indubrasil.
A maior demanda esteve concentrada na edição do Nova Lima, em março, onde a equipe realizou 202 atendimentos. Entre os principais serviços procurados estiveram questões de Direito de Família, documentação civil, saúde e regularização fundiária.
Assistidos que compareceram na primeira edição do projeto. (Foto: Matheus Teixeira)
“O deslocamento do atendimento centro-bairro permite que a Defensoria Pública atue de forma proativa e vá ao encontro desses cidadãos. O projeto supera desafios geográficos e financeiros que impedem a busca por orientação jurídica e leva assistência aos bairros com renda média de até um salário-mínimo”, afirmou a gestora.
Projeto esteve em no bairro Dom Antonio, em setembro. (Foto: Matheus Teixeira)
Em cada etapa, defensoras, defensores, servidoras, servidores e núcleos institucionais prestaram orientações especializadas. No bairro Dom Antônio (Lageado), o defensor público William Coelho Abdonor atuou em casos de curatela para proteção de pessoas incapazes. No Indubrasil, o mutirão viabilizou a averbação de etnia indígena em certidões de nascimento, o que auxilia no acesso a políticas públicas e postos de trabalho.
As ações contaram com parcerias da Defensoria Pública da União (DPU), Tribunal de Justiça (TJMS), Ministério Público (MPMS) e secretarias municipais de saúde e assistência social. A seleção das localidades seguiu critérios técnicos da Planurb, com foco em regiões onde a renda média familiar não ultrapassa um salário-mínimo.
Última edição de 2025 foi realizada no bairro Indubrasil, em outubro do ano passado. (Foto: Vitor Ilis)

