Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Defensoria garante que assistido não seja cobrado por tratamento de saúde custeado pelo Estado

Caso medicamentos Bataypora


Texto: Guilherme Henri

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul garantiu que um assistido de Batayporã não fosse cobrado pelos valores que o Estado gastou para custear seu tratamento médico por força de decisão judicial.

Conforme a defensora pública titular da comarca de Batayporã, Sara Zam Segura Marçal, o assistido ingressou com ação judicial para que o Poder Público custeasse o tratamento médico completo referente a um problema de saúde que o impedia de trabalhar, já que não obteve sucesso pela via administrativa.

Posteriormente, a Defensoria Pública de Batayporã ingressou com cumprimento da sentença para que o assistido também recebesse a medicação necessária para a sua completa recuperação.

O pedido de cumprimento de sentença foi admitido pelo Juízo de Batayporã, o que resultou com o bloqueio de valores do Estado para que fosse adquirida a medicação pleiteada.

O assistido, então, comprou a medicação e fez a devida prestação de contas no processo. No entanto, posteriormente, o Tribunal de Justiça acolheu um recurso do Estado, desobrigando-o de fornecer a medicação.

WhatsApp Image 2021 07 20 at 11.49.34

Defensora pública, Sara Zam Segura Marçal.



Com isso, o Estado ingressou com pedido de cobrança requerendo que o assistido ressarcisse os valores gastos para a aquisição da medicação.

A defensora pública Sara Zam Segura Marçal ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de MS onde argumentou que, “ainda que a compra dos medicamentos tenha sido determinada por decisão judicial posteriormente reformada, não houve prejuízo à Fazenda Pública, uma vez que houve apenas o cumprimento de uma obrigação estatal, qual seja, a promoção do Direito à Saúde”, destacou.

Além disso, a defensora ainda acrescentou que “não é aceitável que se determine a restituição dos valores despendidos com o direito à saúde, que se equipara às prestações de caráter alimentar e de subsistência da pessoa”, pontuou.

Ao julgar o recurso, o TJMS acolheu o pedido da Defensoria Pública garantindo assim que o assistido não fosse cobrado pelo custeio de seu tratamento.

 

Fim do conteúdo da página